Espaço do Transporte Vertical
Elevadores, Escadas Rolantes, etc.
Portugal
Plano inclinado acionado por água (de 1890~)

06/2008 Crônica: Psicologia no elevador
O meio de transporte, tão comum nas grandes cidades, nos obriga a dividir
nosso espaço vital com estranhos e coloca à prova a capacidade
de comunicação
por Massimo Barberi
O elevador é o meio de transporte mais usado
nas grandes cidades. Só em São Paulo estima-se que existam
mais de 270 mil unidades. E cerca de 8 mil novos são instalados
a cada ano no Brasil. A caixa metálica iluminada, com painel
de botões e, em alguns casos, um espelho, proporciona o deslocamento
vertical de forma muito simples e eficaz – e também explicita
modos de interagir. Há os que se sentem donos da situação,
justamente porque se encontram em uma área restrita. Outros
experimentam o desconforto de compartilhar o espaço vital, tão
exíguo, com desconhecidos e, intimidados, torcem para chegar
logo ao andar de destino. Existem ainda aqueles que usam o local para
jogos sexuais O fato é que cada um de nós tem uma forma
de enfrentar o elevador. Com exceção, obviamente, dos
que sofrem de claustrofobia e preferem a escada.
Em uma pesquisa realizada nos Estados Unidos em
2001, foram usadas câmeras de vigilância em 15 edifícios
públicos. A idéia era identificar e quantificar comportamentos
típicos adotados no meio de transporte, a começar pela
posição escolhida no interior da cabine. A posição
preferida por 47% das pessoas, quase dois terços das quais do
sexo masculino, é aquela próxima à parede oposta à porta,
ou no máximo ao centro. Não por acaso, é uma localização
que permite manter sob controle todo o espaço visual. Na prática,
uma posição de poder. Isso é confirmado pelo fato
de que oito em cada dez pessoas das que ficam diante da parede posterior
assumem duas posturas típicas de comando: braços cruzados,
sinalizando a interdição à aproximação
alheia, ou com as mãos apoiadas na cintura.
Cerca de 30% dos passageiros solitários, com
predomínio do sexo masculino, se colocam diante da porta. Manifestam
certa impaciência e parecem não ver a hora de sair. Os
ingleses os chamam de front runners: muitas dessas pessoas mantêm
o nariz a menos de 20 cm da porta, de forma que possam sair assim que
ela começa a se abrir. Os 24% restantes se posicionam mais ou
menos igualmente à esquerda ou à direita da porta, com
ligeira preferência pelo lado em que se encontra o painel.
As coisas mudam quando se trata de elevador já ocupado
por um ou mais passageiros. Se a pessoa que já está dentro
se posicionou no fundo, os recém-chegados se colocam no lado
da porta, à direita ou à esquerda. Também se comportam
dessa forma aqueles predispostos a ocupar a posição do
fundo quando estão sozinhos. Apenas 2% forçam a situação,
ocupando a parede do fundo e obrigando o outro a se espremer em um
dos dois ângulos, simulando uma espécie de guerra territorial.
Barcelona/Espanha
17/07/2008
Piquenique noturno em teleférico é nova atração
de Barcelona.A novidade do parque de Montjuic, batizada de "Piquenique
no Céu",
promove jantares a 85 metros do chão, em um passeio noturno de cerca
de uma hora.
topo