Teleféricos Cabinados Ponto a Ponto
Não se fala mais em remoção de favelas, fala-se em urbanização e melhoria das condições de vida dos moradores destas comunidades. Uma das formas de se trazer mais qualidade de vida aos moradores do alto de um morro é melhorar as condições de transporte de subida e descida.
Os Teleféricos Cabinados Ponto a Ponto são uma primeira e imediata solução para as dificuldades de moradores idosos ou adoentados que residem no alto dos morros e que precisam subir e descer de suas casas.
As Prefeituras de algumas cidades do Estado do Rio de Janeiro estão realizando seus projetos para implantação de teleféricos cabinados ponto a ponto e iniciam agora as implantações destas soluções. Esses teleféricos tem prazos de implantação bem mais curtos, são muito mais econômicos e de manutenção bem mais simples do que outras soluções de teleféricos multi-cabines e de contínuo funcionamento.Projetos em estudo
Niteroi/RJ Entre Fortaleza de Santa Cruz e Morro do Pico: Total 1
O projeto, orçado em R$ 4 milhões, segundo Sávio Neves, presidente do Trem do Corcovado, já está aprovado e deverá ficar pronto em um ano. Hoje, cerca de 80 mil pessoas visitam a Fortaleza de Santa Cruz todos os anos.Rio de Janeiro/RJ Lagoa Rodrigo de Freitas:
Total 1
Angra dos Reis/RJ
Morros da Cidade associado a projeto de Urbanização e Contrôle de Expansão: Total 34Angra dos Reis/Condominio Porto Galo
Total 7Vilha Velha/Espírito Santo
Convento Nossa Senhora da Penha 154m: Total 1
São Paulo/SP
Futuro Mirante da Ponte Jornalista Roberto Marinho 123m: Total 1Rio de Janeiro/RJ
Extensão do Morro do Pão de Açúcar para o Morro da Babilônia (Copacabana)Paracambi/RJ
Futuro Parque Municipal do Grotão (Desde 07/2008)
Desde 1912Urca/RJ - Caminho Aéreo do Pão de Açucar
Vide www.bondinho.com.brSalvador/BA - Corredor da Vitória
Desde ~1995
O maior sucesso na orla marítima de Salvador, cidade onde a temperatura chega fácil aos 30 graus, é um brinquedinho muito comum nas geladas estações de esqui dos Alpes suíços. Alguns condomínios passaram a instalar teleféricos para transportar seus moradores até a praia. Os bondinhos suspensos por cabos de aço vencem os 80 metros da encosta do Corredor da Vitória, área nobre da cidade, e oferecem a mordomia de uma praia praticamente privativa, uma vez que o local é inacessível por terra. A nova atração valorizou o bairro, transformando os apartamentos ali construídos nos mais caros da capital baiana.
O primeiro condomínio a instalar o teleférico foi o edifício Mansão Carlos Costa Pinto, inaugurado em 1995. A novidade fez com que todos os apartamentos de 1000m² fossem vendidos rapidamente, a preços que variam de 700.000 a 1 milhão de dólares. “Usamos o teleférico como recurso de marketing, e isso foi decisivo para a venda dos apartamentos”, diz Francisco José do Prado Vieira, diretor operacional da Construtora Suarez, responsável pelos empreendimentos na área.
Em seguida, a empresa erguen outros três condomínios com o equipamento, e também o apart-hotel Victória Marina aderiu à moda. Em 2007, no Corredor da Vitória, uma área de cerca de 1km de extensão junto à encosta, há quatro teleféricos em funcionamento, outro sendo instalado e mais três em fase de projeto.
“Sinto-me como se estivesse no Primeiro Mundo”, diz a empresária Valéria Silva, dona de um apartamento no condomínio Victory Side. “Se não fosse o teleférico, jamais teria direito a um banho de mar privativo”. Com a instalação da engenhoca no apart-hotel, o teleférico ficou acessível aos hóspedes e, há cerca de um mês, também aos freqüentadores do bar Mahi-Mahi, montado no píer do Victória Marina. Para os hóspedes, o acesso é gratuito e dos demais clientes é cobrada uma tarifa de R$ 10. “Quando vi o bondinho, imaginei que seria um chamariz para qualquer empreendimento”, diz o empresário Paulo Sergio Araújo, que arrendou o bar do hotel. “Resolvi fazer o bar e deu certo. Nas noites dos finais de semana, sempre há filas para chegar ao bar de teleférico”.
Os bondinhos, construídos de acrílico e fibra de vidro pela empresa italiana MTC transportam até seis pessoas sentadas. Um dos projetos em estudo avalia a possibilidade de implantar um teleférico que, em vez de ficar suspenso por cabos de aço, corra por um trilho. O custo de instalação do equipamento é de 500.000 Reais, incluída a construção do píer. “Todos os lançamentos com teleférico são vendidos instantaneamente”, diz Vieira da Construtora Suarez. “Isso também colaborou para recuperar o paisagismo da encosta, que antes era uma espécie de quintal malcuidado”.Alguns moradores reclamam que o equipamento é um custo desnecessário ao condomínio, mas a empresária Valéria Silva acha que compensa. ”O melhor é a vista da baía durante a descida”, diz ela. “Depois é só escolher: banho de mar, jet-ski ou simplesmente ficar nas mesinhas do píer tomando cerveja”.
VejaParque Nacional de Ubajara/CE