Hora de remar
04/2009 Roteiros de caiaque revelam paisagens surpreendentes
Viagens pelo litoral paulista e paranaense podem ser feitas mesmo por
quem nunca colocou as mãos em um remo.
Christian Brandão
Fazer uma viagem de caiaque traz uma sensação
diferente. O único
barulho é o do remo entrando da água. O silêncio é quase
total e a tranqüilidade toma conta dos viajantes. Se o roteiro for feito
em um local belo como o Saco do Mamamguá, em Paraty, o sentimento de
liberdade é ainda maior.
Mesmo quem nunca colocou as mãos em um remo pode fazer uma travessia
oceânica. É simples. Com alguns minutos de treino - feito sempre
antes da saída - você pega o jeito e acaba se surpreendendo.
Ok.
Muita gente acha um pouco complicado de início e fica rodando
que nem barata tonta nas águas. Nada que a ajuda do guia não
resolva.
A mala exige alguns itens especiais: além de boné e protetor
solar para proteger do sol - porque quando se está remando não
existe nenhuma proteção contra os raios solares - é necessário
levar uma calça ou shorts confortável e que seque rápido
e um anoraque contra chuva.
O Saco do Mamanguá, acessível através de Paraty Mirim,
no Rio, é um daqueles locais de águas verdes e claras. E o
melhor: protegido de ondas. Quem já colocou as mãos em um
caiaque sabe que remar contra o vento ou correnteza não é brincadeira.
Mas não só de remadas é feito o roteiro pela região.
A verdade é que você fica apenas duas ou três horas por
dia sentado no caiaque. O resto do tempo aproveita as praias, como a
Grande de Mamanguá e das Pacas, ou faz trilhas.
A caminhada mais conhecida, e também uma das que leva a um dos lugares
mais belos de Mamanguá, é a que vai até o pico do Pão
de Açúcar.
Prepare-se para ficar de queixo caído. A vista é de 360°.
O contraste da pedra com o verde do mar e a vegetação, repleta
de cactos, é perfeito.
Uma remada além
Quem já possui experiência com os remos
pode optar por roteiros mais longos em outras águas.
Uma viagem, por exemplo, de Cananéia até Ilha do Mel, já no
sul do país, leva aproximadamente quatro dias.
O roteiro passa por um dos trechos de Mata Atlântica mais preservados
do país. São cerca de quatro horas remando por dia. O esforço
vale a pena: de uma só vez dá para conhecer Cananéia
e as Ilhas do Cardoso, do Superagui, das Peças, das Palmas e ainda
terminar a viagem na belíssima Ilha do Mel.
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